Enquanto os holofotes se voltam para o confronto entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo de 2026, marcado para esta sexta-feira (19), a relação entre os dois países vai muito além das quatro linhas. Nos primeiros cinco meses de 2026, as exportações brasileiras para o país caribenho registraram forte crescimento, impulsionadas principalmente por produtos do agronegócio e da indústria de alimentos.
Dados do Secex (Secretária de Comércio Exterior) mostram que o Brasil exportou US$ 29,3 milhões para o Haiti entre janeiro e maio deste ano, um avanço de 53,4% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo intervalo, as importações brasileiras provenientes do Haiti somaram apenas US$ 436,6 mil, garantindo um superávit comercial de US$ 28,9 milhões para o Brasil.
Em 2025, o Brasil exportou US$ 70,8 milhões para o Haiti, volume 11,2% inferior ao registrado em 2024. As importações somaram apenas US$ 1,3 milhão, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 72,1 milhões. O saldo comercial permaneceu amplamente favorável ao Brasil, com superávit de US$ 69,5 milhões.
Os principais produtos embarcados foram despojos comestíveis de carnes preparados ou preservados, responsáveis por 33,2% das vendas brasileiras ao país. Na sequência aparecem carnes de aves e miudezas comestíveis, com 18,3%, e outras carnes e miudezas frescas, refrigeradas ou congeladas, com 12% da pauta exportadora.
Além das proteínas animais, o Brasil também exporta para o Haiti bebidas alcoólicas, carne suína, farelo de soja, café e diversos produtos industriais, como máquinas para processamento de alimentos, materiais de construção e veículos de transporte de mercadorias.
Os números mostram uma recuperação importante da corrente de comércio entre os dois países. Entre janeiro e maio de 2026, o fluxo comercial total alcançou US$ 29,7 milhões, alta de 53,9% sobre igual período do ano anterior.
Embora o Haiti represente apenas 0,02% das exportações brasileiras e ocupe a 121ª posição entre os destinos dos produtos nacionais, o país segue sendo um mercado relevante para segmentos específicos do agronegócio, especialmente para a indústria de carnes e alimentos processados.
Fonte: CNN
Karoline
REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana

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